Textor comenta sobre fair play financeiro
Dono da SAF do Botafogo, John Textor comentou as recentes discussões sobre o fair play financeiro no futebol brasileiro. Durante apresentação de Adryelson e Vitinho, nesta quarta-feira, o mandatário garantiu que o Alvinegro está dentro das regras. Além disso, destacou que o contrato que assinou para se tornar acionista majoritário exige que ele faça tais investimentos.
“Estamos agindo em sintonia com o fair play financeiro. Estamos gastando 45% de nossa renda com salários. O que estamos a fazer com o nosso capital é investir em contratos de construção e de jogadores que vão crescer em valor”, destacou.
“Quero lembrar a todos que vim para cá pelo conhecimento dos legisladores, que criaram a Lei SAF. A Lei SAF convidava investidores estrangeiros, o dinheiro viria do exterior para o Brasil. Isso é bom não só para o futebol, mas também para a economia brasileira. Assinei um contrato que me obrigava a investir no clube, não apenas operar, mas investir muito no clube, nas estruturas, nos jogadores… A Lei SAF exigia que eu investisse, e estou investindo”, disse.
Críticas à Europa
O empresário também criticou o fair play na Europa. Para ele, esta regra privilegia apenas os mais ricos.
“Vamos começar pela definição de fair play financeiro, parece algo óbvio, todos querem fair play. Não é isso que a expressão significa na Europa, se você for ao meu site verá que falo sobre isso. O termo fair play financeiro é uma fraude porque não é suficientemente justo. Diz que as equipas só podem gastar 75% das suas receitas em salários dos jogadores”, começou por afirmar.
John Textor, aliás, destacou que existem vários pequenos clubes que, apesar do investimento de mega bilionários e com “muito dinheiro”, não podem gastar como os grandes clubes.
“É uma regra na Europa permitir que as grandes equipas, com as suas grandes marcas, como Liverpool, Manchester United, gastem mais dinheiro. Isso não é justo! O Crystal Palace tem que jogar contra o Manchester United, o que significa que podem gastar mais com jogadores, não há paridade financeira”, destacou.
Mensagem aos clubes brasileiros
Textor, aliás, aproveitou para mandar um recado aos clubes que participaram de reunião realizada na CBF, na última segunda-feira (3), para debater as regras do fair play financeiro no país.
“Estou construindo uma relação com o Pedrinho, presidente do Vasco. O Vasco tentou executar o SAF, o contrato dele exigia que os investidores investissem ainda mais do que sou obrigado. Achei muito peculiar o Pedrinho estar nessa reunião falando sobre fair play financeiro, só porque o SAF dele não funcionou tão bem. Ele tentou fazer a mesma coisa, não deu certo e agora está em uma reunião onde não fui convidado reclamando de como investimos? Se o 777 ainda estivesse aqui, o Vasco estaria fazendo a mesma coisa agora”, afirmou.
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