O ator americano Tom Cruise tira fotos com fãs durante competição nos Jogos de Paris 2024
Gabriel Bouys
Tom Cruise na cobertura do Stade de France, lendas do ‘Toque Francês’ na trilha sonora ou a espetacular passagem do bastão para Los Angeles: os artistas finalizam os detalhes da cerimônia que pretende encerrar os Jogos Olímpicos em grande estilo Domingo (11) .
Duas semanas depois da inauguração inédita no Sena, com show ousado e inclusivo, mas criticado por alguns setores conservadores, as expectativas são grandes para o show de encerramento que acontecerá no domingo, entre 16h e 18h15, horário de Brasília, no Estádio de França.
– celebridades americanas –
Depois do brilho da tão esperada cerimônia de abertura, da qual participaram grandes divas como Lady Gaga, Céline Dion e Aya Nakamura, os organizadores não podem decepcionar agora.
E para esta missão impossível, quem melhor do que Tom Cruise, o mais ousado dos astros de Hollywood? Sua presença também lhe permitiria servir de ponte entre Paris, onde filmou algumas de suas perseguições mais espetaculares, e Los Angeles.
Segundo a imprensa americana, o ator poderia realizar um número espetacular que culminaria na transferência da bandeira olímpica entre Paris e Los Angeles, incluindo sequências de vídeo filmadas nos dois lados do Atlântico.
– ‘Toque francês’ –
Uma das grandes incógnitas é quais outras estrelas internacionais o acompanharão no final destes Jogos, que têm atraído aos seus stands inúmeras celebridades, como o rapper Snoop Dogg – presença habitual nas competições – ou os atores Sharon Stone e Ryan Gosling.
O performer Omar Sy, muito querido pelo público francês e radicado em Los Angeles, também é um dos nomes que ressoa.
A nível musical, o espetáculo terá banda sonora original, novas releituras e a participação de cantores mundialmente famosos. Segundo o jornal Le Parisien, os grupos Air e Phoenix – lendas do electro e representantes do ‘French Touch’ – estarão presentes.
Há quem sonhe também com uma atuação surpresa de Beyoncé, fervorosa apoiadora da seleção americana nas redes.
– Arte urbana –
Além das estrelas, mais de uma centena de performers, acrobatas, dançarinos e artistas circenses prometem transformar o estádio numa gigantesca sala de concertos. Haverá danças, contorções, teatro de gestos e influência das artes urbanas.
Parte do espetáculo, que será orientado pelo breakdancer francês Arthur Cadre, acontecerá no ar, enquanto os palcos gigantes, figurinos e luzes projetam os espectadores numa viagem entre o passado e o futuro.
– Polêmica –
Outra grande incógnita é se o tom do show será o mesmo da cerimônia de abertura, que foi uma celebração da diversidade.
O evento quebrou recordes de audiência e atraiu muitos comentaristas. Mas também suscitou críticas de autoridades religiosas e de setores conservadores e de extrema-direita, desde o norte-americano Donald Trump ao turco Recep Tayyip Erdogan, que o considerou ofensivo e imoral para a religião cristã.
Tanto Thomas Jolly como alguns dos artistas que participaram sofreram violentas campanhas de assédio na Internet, que foram condenadas pelos organizadores e pelo presidente francês Emmanuel Macron, e que estão agora a ser investigadas pelos tribunais.
– Protocolo –
“As críticas positivas (…) foram infinitamente mais numerosas do que algumas críticas negativas”, disse Thierry Reboul, diretor executivo de cerimônias da RTL. O fechamento ocorrerá “conforme planejado”, acrescentou.
Além da entrega da bandeira olímpica a Los Angeles, a cerimónia incluirá outros importantes momentos protocolares: a entrega das últimas medalhas, o desfile dos atletas, o apagamento da chama, bem como a proclamação do encerramento do evento. Games, pelo presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach.