Câmara aprova regras do programa de hidrogénio de baixo carbono
A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei nº 3.027/24, do deputado José Guimarães (PT-CE), que estabelece regras para o Programa de Desenvolvimento de Hidrogênio com Baixas Emissões de Carbono (PHBC). O tema foi vetado na sanção do quadro regulamentar para o hidrogénio hipocarbónico
(PL nº 2.308/24). O assunto será enviado ao Senado.
O texto aprovado é um substituir
do deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), que fez poucos ajustes no projeto com base nas alterações apresentadas.
Pelo texto, o crédito tributário total que poderá ser concedido de 2028 a 2032 permanece o mesmo: R$ 18,3 bilhões, com limites anuais.
Com o novo projeto, os objetivos são redefinidos, com o estabelecimento de metas objetivas para desenvolver o mercado interno do hidrogénio de baixo carbono.
Mudanças no Programa Hidrogênio Verde
O relator do Programa Hidrogênio Verde (PL nº 3.027/24), deputado Arnaldo Jardim, acatou a alteração do autor do projeto, deputado José Guimarães, que também é líder do governo. Segundo Arnaldo Jardim, a mudança definirá com maior precisão o valor do crédito e estimulará a concorrência entre empresas que disputam o benefício. “Os critérios que serão utilizados são o preço e o critério do hidrogénio com menores emissões, menor pegada de carbono”, explicou o relator.
Outro ponto da alteração é o incentivo ao desenvolvimento regional e à difusão tecnológica com a diversificação do parque industrial brasileiro. “Haverá multas e sanções para as empresas que solicitarem créditos e depois não os utilizarem”, alertou. “Estamos impedindo que algumas empresas pensem no benefício e não implementem o programa.”
Arnaldo Jardim também acatou parcialmente a alteração da deputada Adriana Ventura (Novo-SP) para prestação de contas ao Parlamento sobre a implementação das metas do programa, com detalhamento das empresas e projetos que solicitaram créditos.
José Guimarães elogiou o trabalho do relator na regulamentação do quadro de transição energética e na garantia de investimentos. Ele disse que o programa terá regras claras. “Estamos dando uma contribuição inestimável para o presente e o futuro. O hidrogênio será o elemento que proporcionará maior sustentabilidade para a descarbonização da economia brasileira”, pontuou.
O deputado Chico Alencar (Psol-RJ) também se pronunciou a favor do programa. “Os incentivos fiscais devem existir, mas de uma forma muito criteriosa e cautelosa, sem considerar que o necessário programa de desenvolvimento de hidrogénio de baixo carbono é a panaceia para os nossos problemas. O planeta está em colapso climático”, alertou.
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