O governo quer envolver o Poder e todos os poderes nas medidas de combate aos incêndios
Acesso
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está concluindo uma série de medidas para enfrentar as queimadas e os incêndios florestais em todo o país. A proposta do governo é incluir os presidentes dos O poder dos trêsalém dos dirigentes de instituições, como o Ministério Público e o Conselho de Auditoria Federal (TCU), para buscar ações efetivas.
Depois de um dia de reuniões com autoridades e especialistas, onde ouviu uma explicação detalhada sobre a situação atual do incêndio, Lula continuou a se reunir com a ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Marina Silva, para estabelecer diligências. O anúncio está previsto para acontecer nesta terça-feira (17).
Leia também
“A ideia é tratar esse assunto como uma questão de governo, mas como uma questão dos Estados do Brasil, com a participação de todos os Poderes, dos chefes do Poder”, disse o ministro Paulo Pimenta a jornalistas no Palácio do Planalto.
Foram convidados os presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, e do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Além disso, participaram os presidentes do Conselho, Arthur Lira (PP-AL); do TCU, Bruno Dantas; e do Setor Público, Paulo Gonet.
Segundo Pimenta, o objetivo é que, juntos, possam “pensar no compartilhamento de responsabilidades, já que há ações que vão além da responsabilidade do governo federal”.
A emissão de medidas provisórias, por exemplo, requer aprovação do Legislativo. Por isso, deverá ser realizada esta semana uma reunião com governadores estaduais e representantes municipais para considerar medidas “eficazes e rápidas”.
Incêndios incomuns
Para o governo, os incêndios no Brasil este ano, especialmente em Amazônia e para Pantanalé o resultado de uma combinação de seca, alterações climáticas e criminalidade. A mesma avaliação se aplica a outras áreas, como São Paulo e regiões Centro-Oeste.
Com isso, o Executivo estuda medidas para prevenir e punir os responsáveis queimar.
Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, os eventos extraordinários devem ser tratados de “forma separada” em relação ao orçamento. Ele fez desses incêndios um exemplo.
“Se houver um acontecimento inusitado que não se repetirá no ano seguinte, tratá-lo separadamente não parece afastar-se do objectivo do orçamento”, disse. “Não creio que isso seja crime”, disse o ministro, durante o evento.
Segundo ele, os custos extraordinários para reduzir os efeitos destes acontecimentos extraordinários não violam o espírito financeiro. Haddad argumentou que o plano não é expansionista, mas introduziu cláusulas anticíclicas na economia.
-
Siga o canal Forbes e vá Dinheiro da Forbes no WhatsApp e receba as últimas notícias sobre negócios, carreira, tecnologia e estilo de vida
Ou seja, não há impacto na meta financeira. Contudo, despesas extraordinárias deverão contribuir para o crescimento da dívida pública do Brasil.
Escolha do Editor