Lula sanciona reembolso de 17 setores da economia
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionado, com vetos a proposta que mantém a redução de imposto sobre folha de pagamento pagamento até o final de 2024 e estabelece a renegociação gradual de 17 setores econômicos e pequenos e médios municípios a partir de 2025.
A sanção foi publicada em edição extra do Diário Oficial desta segunda-feira (16), último dia do prazo dado pelo Supremo Tribunal Federal, com quatro pontos vetados pelo mandatário.
Pelo texto, a cobrança de alíquota de 1% a 4,5% sobre a folha de pagamento está mantida no acordo de isenção para este ano. As empresas devem pagar a Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta (CPRB), que é o nome técnico da desoneração da folha de pagamento.
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Entre 2025 e 2027, está previsto um processo gradual de reoneração:
- 2025: 80% da alíquota sobre a receita bruta e encargos de 5% sobre a folha de pagamento
- 2026: 60% da alíquota sobre a receita bruta e encargos de 10% sobre a folha de pagamento
- 2027: 40% da alíquota sobre a receita bruta e encargos de 15% sobre a folha de pagamento
A partir de 2028, as empresas dos 17 setores passarão a pagar contribuição de 20% sobre a folha de pagamento, valor já cobrado de outras empresas não beneficiárias da isenção.
O governo estima que, de 2024 a 2027, a isenção terá impacto fiscal de R$ 55 bilhões. A projeção consta do Ploa (Projeto Orçamentário Anual) de 2025.
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), comemorou a sanção do texto, dizendo que é o fim de um longo processo de negociação.
“A sanção do projeto de desoneração da folha de pagamento pelo presidente Lula encerra um longo caminho de amadurecimento das discussões entre o governo e o Congresso Nacional sobre o tema. O consenso alcançado representa uma solução muito favorável para setores da economia e, principalmente, para os municípios brasileiros, que passam a contar com uma medida muito relevante de equilíbrio das contas públicas”, disse em nota.
Os vetos de Lula
Uma das formas de compensação do projeto é aquela que estabelece que o dinheiro esquecido pelos brasileiros em contas bancárias seja transferido para o Tesouro Nacional. A estimativa é que o valor chegue a R$ 8,5 bilhões.
Lula vetou artigo que dava até 31 de dezembro de 2024 para que as pessoas reclamassem recursos perdidos nos bancos e que, pela lei aprovada, poderiam ser incorporados pelo Tesouro Nacional.
A justificativa é que esse prazo “conflitaria” com outros prazos também mencionados na mesma lei. Por exemplo, um dos artigos estabelecia 30 dias para a reclamação, com possibilidade de recurso ao Tribunal no prazo de 6 meses.
Lula também vetou o trecho que dava ao governo prazo de 90 dias para nomear responsável por um “sistema unificado de constituição, gestão e arrecadação de créditos não tributários”. A justificativa, neste caso, foi que o Poder Legislativo não pode delegar atribuições ao Poder Executivo.
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