OX foi banido por determinação do STF em 31 de agosto deste ano
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“O Twitter está de volta”, frase que aparece entre os assuntos mais discutidos no Trending Topics do Google nesta quarta-feira (18). Após 20 dias de bloqueio, alguns usuários do X estão comemorando a conquista. Outra frase, “Pessoas e Twitter” também está em alta. Apesar da possibilidade de encontrar algumas pessoas, o Supremo Tribunal Federal (STF) não tomou decisão judicial sobre a possível soltura.
Os relatos indicam a possibilidade de acesso ao app nas versões Android e iOS e por meio de navegadores como Google Chrome e Safari.
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A OX foi proibida por determinação do STF em 31 de agosto deste ano. Os conflitos entre o ministro Alexandre de Moraes e Elon Musk começaram no início deste ano, quando o bilionário acusou o ministro do STF de bloquear pessoas. A última batalha, que deu início ao processo de bloqueio da rede social, ocorreu em agosto (17), quando o escritório de X foi fechado no Brasil, o que levou o juiz a ligar para Elon Musk a tempo das últimas 24 horas para ele. O bilionário nomeou um representante legal da plataforma no país.
No dia 13, o ministro do STF determinou o repasse de R$ 18,35 milhões, encerrados nas contas das empresas X e Starlink, os recursos foram guardados para pagar os valores impostos a X pelo descumprimento de decisões do judiciário. Segundo a publicação do STF, “o Banco Citibank SA e o Itaú Unibanco SA anunciaram que cumpriram integralmente as decisões e transferiram a conta da União para o Banco do Brasil”.

Tela de acesso ao Twitter na manhã desta quarta-feira (18)
Com esse pagamento, o ministro considerou que “deixou de ser necessário o encerramento de contas bancárias e ordenou que as contas bancárias/ativos financeiros, vendas de viaturas e imóveis das empresas acima referidas fossem imediatamente liberadas”.
Em entrevista à Forbes Brasil, Lorena Pretti Serraglio, advogada especializada em direito digital, falou sobre as consequências do bloqueio de redes sociais:
Forbes Brasil: Como X (Twitter) pode recorrer da decisão:
Lorena Pretti Serraglio: Na prática, de acordo com a lei, a plataforma precisa seguir ordens judiciais publicadas que não eram seguidas com frequência. Há muitas dúvidas sobre a legalidade dos despachos e os limites dos despachos, mas a verdade é que há um processo e chegámos a esta questão porque as decisões não foram ouvidas.
FB: Se a plataforma concordar com as decisões do tribunal, poderá voltar ao ar normalmente?
LPS: Assim que Elon Musk tomar as medidas impostas pela Justiça, como a exigência do representante legal no Brasil, de forma escrita e suficiente, e se essa for a única razão pela qual a suspensão foi feita, o Twitter poderá recomeçar. . De acordo com a ordem do tribunal, para efeitos de ação judicial, fazer cessar o dano e restaurar a situação.
FB: Existe uma chance de a decisão ser anulada?
LPS: Estamos falando de processo judicial, então há um caminho a percorrer, quando há uma decisão a justiça tem a responsabilidade de seguir a decisão. Se os representantes de X discordarem disto, cabe-lhes recorrer e tomar as medidas adequadas. Não creio que seja uma questão do STF ou de qualquer outro membro dos Tribunais voltar atrás. O processo precisa continuar.
FB: Se a internet cair para sempre, há alguma outra mudança legal que afete os usuários?
LPS: Com a suspensão dos serviços, o usuário não poderá acessar Em relação às informações pessoais dos usuários, as plataformas são sempre responsáveis por guardar, guardar e garantir a segurança. Além disso, são agentes operacionais e devem cumprir o Marco Civil da Internet e a LGPD. Eventuais prejuízos sofridos pelos usuários com a suspensão do serviço também podem ser levados à Justiça, para negociações de indenização, que costumam abrir um novo processo.
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