
Foto: Mauro Holanda
O porco Sanzé, assado durante 8 horas, já é envelhecido na Casa do Porco; no novo cardápio, acompanhado de linguiça e produtos orgânicos do Sítio Rueda
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O estilo simples do campo e os estilos da alta gastronomia cabem bem no novo cardápioCasa dos Porcos. Chamada de “Interior”, a degustação é uma viagem pelas raízes nacionais do chef Jefferson Ruedaque volta a pedir panelas em um restaurante do centro de São Paulo após uma pausa de quase três anos, em nome da saúde mental.
“É um reflexo de como passei os últimos anos, quando precisei voltar para o campo. Não só por causa dos porcos, mas para me reconectar com o campo de onde vim”, explica Rueda, que cresceu em São Paulo. José do Rio Pardo estou em São Paulo onde desde 2020 ele tem um emprego além de chef: ele também é produtor agrícola, com uma fazenda onde cria seus porcos caipiras – do tipo que o chef frequentava. ajuda a conservar – e legumes biológicos É daqui que saem quase todos os ingredientes frescos que se transformam em iguarias na Casa do Porco.
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Exibida desde o final de julho, a experiência “Dentro”é a melhor descrição de entrar na casa de alguém e se sentir confortável. Neste caso, o restaurante é um restaurante premiado – o 27º melhor do mundo e o 4º da América Latina, segundo o ranking 50 Best -, mas a sensação de estar na casa próxima de alguém que cresceu no interior. (e ela cozinha muito, muito bem!) você passa por todos os oito níveis de experiência. Para completar, a trilha sonora está repleta das melhores músicas raízesda França para Alceu Valença.
Na mesa, a comida caipira elevada ao poder da cozinha das estrelas. Começando pelos pequenos petiscos, que dão um início perfeito ao menu. “É um dos meus momentos preferidos”, admite o chef. “Todos devem ser comidos com as mãos, acompanhados da nossa cachaça especial”. Neste momento, delicie-se com uma terrina de lombo de porco e maxixe que derrete na boca, ou com um clássico cuscuz paulista, com carne de porco e ovo escalfado. Uma fatia de pão assado fica ainda melhor com manteiga derretida e mortadela artesanal da Rueda.

Foto: Mauro Holanda
O início do menu Interior, com miniaturas e cachaça
O porco, claro, é a estrela da experiência. A suinocultura, como se autodenomina a Casa do Porco, utiliza o animal e suas diferentes partes de tantas maneiras que é difícil adoecer ou perder alguma proteína. Aparece como pão, pururuca, recheado com massa, frito por oito horas (famoso Sanzé) e até cru – como carpaccio, acompanhado de redução de anchova e alcaparra. Do nariz ao rabo (um feito de utilidade que rendeu à casa uma estrela verde Michelin pelo desempenho), tudo é servido da forma mais deliciosa, com flores e pequenas ervas.
Carpaccio de porco maturado
Destaque também para a torta de linguiça com cream cheese e o caldo de coxa de porco com missô e tucupi, ambos deliciosos. E se não quiser perder os clássicos da casa, não deixe de pedir uma porção de torresmo com goiabada e acompanhamento de sushi de papada de porco.
O final do espetáculo traz outro antagonista do interior: o leite de vaca. A combinação de arroz doce, caramelo, espuma, sorvete de baunilha, amendoim crocante e pão torrado não é doce, é apenas doce e tem um sabor salgado muito bem-vindo. Vinho licoroso e smoothie de maracujá lideram a temporada do café, com grãos do interior de Minas Gerais. É acompanhado por doces locais, como queijo com abóbora e doce de banana do Sítio Rueda. O biscoito crocante coberto de chocolate é incrível e finaliza a refeição com ousadia.

Foto: Mauro Holanda
Doces, como pururuca e chocolate, para a hora do café
O menu Interior custa R$ 290 por pessoa, e pode ser acompanhado de vinho (todos do interior do Brasil!) por mais R$ 210 – o cardápio inclui cartas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, selecionadas pela sommelière Gabriela . Bigarelli. A novidade ficará em exposição até outubro, quando será substituída por um cardápio em comemoração aos 10 anos do restaurante.
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