Com US$ 20,5 bilhões (R$ 112,7 bilhões), Rupert Murdocho homem de 93 anos e sua família estão entre as 100 pessoas mais ricas do mundo, de acordo com o ranking em tempo real da Forbes. Porém, os holofotes não estão na riqueza construída pelo patriarca, mas na batalha jurídica para decidir quem será o novo chefe do império midiático construído nos últimos anos de 70.
Acesso
Leia também
Murdoch nomeou seu sucessor, mas a família não aceitou a perda de influência e decidiu brigar na Justiça. Pode parecer enredo de novela ou déjà vu de série SucessãoVencedor do Emmy, mas é um problema que, em maior ou menor grau, afeta empresas de todo o mundo. Como a vida humana não dura para sempre, às vezes é necessário passar o bastão – seja a sede do comando ou os pertences pessoais – para a frente.
Evitar o drama da posição de Murdoch não é fácil, mas é possível. Tudo que você precisa é ter planos de negócios e/ou estoque eficazes.
Imagens por GettyImages
Especialistas indicam que é preciso pensar com antecedência na ordem dos negócios e das mercadorias
Para Sharon Halpern, sócia e private banker da Blackbird Investimentos, e Gilson Faust, diretor geral da GoNext Governança e Successão, parte do problema é que as emoções de muitas pessoas estão presentes quando há uma expectativa de que haverá um fim – seja de vida ou poder como chefe da organização. empresa.
Além de manter a paz entre os familiares, Fausto destaca que uma transferência de poder bem planejada traz maior estabilidade aos negócios, garantindo que as empresas viverão para sempre.
Ao proteger uma empresa familiar, você ajuda a salvar a família. Quando tal empresa enfrenta problemas de sucessão, surgem imediatamente conflitos familiares. E isso é um fato que pode acontecer diversas vezes ao longo da história”, observa Faust, da GoNext.
Garante que o novo líder da empresa esteja sempre alinhado à cultura da organização, aos planos de expansão e desenvolvimento, e tenha todas as competências para continuar a orientar a empresa no alcance de seus objetivos. No caso de sucessão patrimonial, há diversos fatores envolvidos – como tributação e benefícios financeiros.
Um livro de boas práticas
Dois especialistas entrevistados Forbes Brasil diga que assim que o processo começar, melhor. Para uma logística e comércio bem-sucedidos, a chave é o planejamento.
Planejar com antecedência lhe dá a oportunidade de escolher as melhores instalações de transferência. Isto pode evitar disputas familiares, reduzir a carga tributária e agilizar o processo judicial. Como todas as etapas têm custos, quanto antes você começar a planejar, mais barato ficará.
“Planear desde cedo dá-lhe flexibilidade para se adaptar às situações financeiras e desenvolver soluções individuais para o futuro”, afirma o gestor da Blackbird.
Sucessão empresarial
Tanto na logística quanto nos negócios, planejar com antecedência com cada indivíduo é essencial. No caso das empresas, identificar e formar sucessores é essencial para garantir a continuidade dos negócios. Outro ponto é estabelecer uma boa governança corporativa, que ajude a manter a transparência e o controle após a transição. Isso garante que os processos futuros ocorram com menos ruído, com base em precedentes comprovados.
Gilson Faust, da GoNext, ressalta que é preciso considerar todo o plano estratégico da empresa para tomar a decisão certa. Isto significa que o processo de sucessão começa com a identificação de objetivos, principais desafios e oportunidades, pois é comum que os interesses individuais se alinhem com os da empresa.
“Quando isso acontece, os problemas começam. A liderança precisa ser planejada para que quem estará no futuro tenha competências técnicas e emocionais para liderar a empresa”, afirma. Portanto, para as empresas, esse passo exige atenção ao sucessor e ao sucessor.
Ele ressalta que muitos erros acontecem quando a mudança é feita tarde demais. Ou seja, em caso de falecimento ou impossibilidade do gestor exercer o cargo de comando.
“Planejar leva tempo e, para ter sucesso, deve ser feito gradativamente. Implementá-lo repentinamente é uma decisão errada”, explica. Dependendo da complexidade das mudanças na governança corporativa, o processo de sucessão pode levar anos para ser concluído.
Alguns erros comuns incluem a falta de comunicação aberta entre os sucessores, a negligência na identificação de talentos internos para assumir o comando e a resistência à mudança.
O consultor ressalta ainda que é preciso aceitar os interesses de todos os envolvidos e é importante monitorar quem foi substituído dentro da empresa, seja orientando ou restaurando o cargo elevado, sem interferir diretamente – ou prejudicar – o novo sistema. O objetivo é homenagear o patrimônio original.
Sucessão Patrimonial
Para um parceiro Blackbird, o ponto de partida é contratar uma equipe que possa ajudar a selecionar as melhores opções disponíveis. Segundo ele, pelo menos a “equipe” deve incluir advogados que lidam com direito tributário e de família, planejadores financeiros e especialistas em sucessão.
No caso da sucessão patrimonial, o tamanho da riqueza e a natureza da propriedade são importantes para determinar a forma como a propriedade será distribuída.
A escolha deve considerar aspectos como o tipo de imóvel, a localização do imóvel (Brasil ou outros países) e a situação dos herdeiros. “Isso vai definir quais equipamentos serão utilizados e os bens que a pessoa possui. Por exemplo, se alguém tem muito dinheiro, será só de ida. Se você tiver muitos ativos, será diferente”, diz Halpern.
No caso de muitas propriedades e empresas, o mais comum é a criação de sociedades puras ou imobiliárias para combinar investimentos. Os herdeiros recebem ações da nova empresa, ficando com sua parte nos lucros. Isso evita conflitos sobre preferências individuais.
Também podem ser utilizados trustes – instrumento jurídico que permite a existência de uma gestora de ativos, que beneficiará os herdeiros. O câmbio, que tem investimentos fora do Brasil, é outra forma comum de futura sucessão imobiliária. Deve-se prestar atenção às mudanças nas leis feitas no ano passado. Atualmente, este imóvel é tributado em 15%.
Talvez a forma mais popular seja o testamento. Contudo, o facto é que os herdeiros podem opor-se à divisão dos bens de acordo com interesses pessoais.
A doação em vida também é uma ferramenta legada, mas especialista alerta para uma carga tributária que, em alguns casos, pode ser perigosa. Previdência privada e seguro de vida também são opções – especialmente se você começar a planejar a transferência de ativos antecipadamente.
- Siga o canal Forbes e vá Dinheiro da Forbes no WhatsApp e receba as últimas notícias sobre negócios, carreira, tecnologia e estilo de vida
Ele ressalta que muitos cometem o erro de pensar que a sucessão só é necessária para ter muita sorte. Especialistas dizem que este é um dos maiores erros na alocação de ativos. “Eventuais bens acumulados, como imóveis ou aplicações financeiras, justificam a elaboração de um plano de sucessão”, finaliza.
Escolha do Editor