CLT x CLT premium: entenda a discussão que movimentou as redes sociais
“Sou CLT Premium, então é claro…”
Assim começa a tendência que tomou conta
mídia social
nas últimas semanas. Nele, o nosso povo partilhou experiências e direitos que conquistou através do emprego. Você não entende? Não se preocupe, explicaremos tudo sobre cada um dos métodos de contratação mais comuns e o que tudo isso tem a ver com você.
CLT
Primeiramente, é preciso entender que os trabalhadores contratados como CLT, sigla que significa Consolidação das Leis Trabalhistas, são registrados com carteira assinada. Nessa modalidade, alguns direitos são garantidos por lei, como descanso semanal remunerado, além de férias, 13º salário, vale-transporte e também depósitos no FGTS e INSS. Esta sopa de letrinhas pode parecer um pouco confusa, mas na realidade são super importantes.
O FGTS, por exemplo, é um valor depositado mensalmente em uma conta com o objetivo de proteger os trabalhadores demitidos sem justa causa. Ou seja, após serem demitidos, os trabalhadores têm acesso a esse fundo. O INSS também é uma espécie de fundo de pagamento, mas para ser utilizado quando o trabalhador decide se aposentar. Lembrando aqui que para se aposentar no Brasil é preciso seguir uma série de requisitos.
A apresentadora do podcast Não Inviabilize, Déia Freitas, viralizou recentemente nas redes sociais ao anunciar que decidiu quitar os apartamentos de todos os seus 5 funcionários – todos empregados na modalidade CLT.
Além de tudo isso, os funcionários de sua empresa, chamada Conglomerado Pônei, também estão com jornada reduzida, e só trabalham de segunda a quinta. A história virou exemplo de ‘CLT Premium’, tão compartilhada nas redes.
CLT Premium
Diferentemente da CLT, o Prêmio CLT não tem previsão em lei, mas tem sido amplamente divulgado nas redes sociais e se refere a profissionais com carteira assinada que contam com benefícios que vão além dos previstos em lei – como acesso à academia, pagamento de 14º salário, auxílio – alta alimentação, acesso a consultórios diferenciados, plano de saúde sem coparticipação e até viagens gratuitas cobertas pela empresa.
E PJ?
Pois bem, PJ é um trabalhador que presta serviços como Pessoa Jurídica. Diferentemente da modalidade CLT, aqui o trabalhador não tem benefícios trabalhistas como férias remuneradas ou pagamento de FGTS. Um atrativo desse modelo é que o salário tende a ser superior ao da outra modalidade. Você não entende? Eu sei, às vezes pode ser difícil de entender, mas aqui o trabalhador da PJ abre uma empresa para ser contratado. Se o profissional quiser receber o benefício, deverá então pagá-lo do próprio bolso.
“Ele decide se vai trabalhar oito horas ou não. O tempo de permanência pode estar no contrato, mas não é recomendado”, disse a advogada trabalhista Fernanda Garcez. g1
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Agora, é super importante que você entenda as diferenças entre esses tipos de contratação para saber exatamente quais são os seus direitos e como reivindicá-los. Sabe-se, por exemplo, que a flexibilidade no ambiente de trabalho é um ponto muito importante para a Geração Z, segundo Relatório
de Tendências de Gestão de Pessoas 2024 pelo GPTW. Mas no final das contas, todos saberão melhor o que funciona para eles. Portanto, pesquise bem cada categoria, faça uma lista de prós e contras e converse com seu contratante. O diálogo é tudo nessas horas!
E você, é mais CLT, CLT Premium ou PJ?