O compartimento da cabine do avião estava cheio! Sou obrigado a despachar bagagem de mão?
Não importa a categoria ou o valor pago pelas passagens aéreas: a lei indica que o passageiro pode levar consigo dois pequenos volumes como bagagem de mão
ou item pessoal.
A bagagem de mão pode pesar até 10kg e ter tamanho máximo de 55cm x 40cm x 25cm, enquanto um item pessoal pode pesar até 2kg e ter tamanho máximo de 45cm x 30cm x 15cm. Para mais itens ou volumes maiores, é necessário o envio, o que muitas vezes envolve o pagamento de taxas.
Porém, em voos cheios, o compartimento acima dos assentos muitas vezes é insuficiente para acomodar os pertences de todos – e as empresas pedem aos passageiros que despachem a bagagem de mão. É aí que começam as dúvidas sobre o que fazer.
Quando as empresas pedem para você despachar bagagem de mão?
Em viagens lotadas, é comum que as companhias aéreas peçam aos últimos grupos de passageiros que embarquem para despachar a bagagem de mão.
Essa solicitação pode gerar discussões, pois muitos viajantes, para evitar gastos extras, levam apenas esses dois volumes permitidos. Por conta disso, é comum levar na bagagem itens valiosos que inicialmente você não pretendia despachar.
Sem contar que muitas vezes há vontade de economizar tempo: levar apenas bagagem de mão significa que você não precisa esperar a mala despachada chegar na esteira.
Embora a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) defina que a bagagem de mão só deve ser despachada se o avião estiver lotado ou por questões de segurança, há uma zona cinzenta em relação aos direitos dos passageiros nesses casos.
O que diz a legislação sobre o despacho de bagagem de mão?
Dependerá da perspectiva adotada em cada situação. O
Código Aeronáutico Brasileiro
Não há artigos ou orientações sobre assuntos relacionados ao tema, deixando os critérios adotados naquele momento nas mãos das empresas.
Apesar desta amplitude jurídica, o código define que a soberania da decisão continua a ser da tripulação e comandante da aeronave. Dessa forma, se os critérios da empresa forem nebulosos, quem decide são os funcionários que comandarão o voo.
Mesmo assim, se a bagagem de mão atender aos critérios de tamanho e peso da Anac, não deverá haver necessidade de despacho.
O Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) defende que as empresas não podem obrigar os clientes a despachar bagagem de mão, principalmente nos casos em que os objetos sejam sensíveis ou impróprios para o check-in.
Na visão do Procon, as empresas também não podem impedir o embarque de passageiros caso não queiram despachar suas bagagens. Se o impasse persistir em algum desses cenários, isso abre a porta para ações judiciais por parte do passageiro. Uma reclamação formal pode ser feita no site
consumidor.gov.br
.
Perguntas frequentes sobre como despachar bagagem de mão
Os passageiros podem ser obrigados a despachar a bagagem de mão?
Por questões de segurança ou quando o voo estiver lotado, entende-se que sim. Conforme mencionado anteriormente, a autoridade máxima neste caso é o comandante da aeronave. Porém, o tema é juridicamente nebuloso e pode abrir portas para ações judiciais quando o passageiro entende que os itens que transporta não são adequados para viajar fora da cabine. Se for o caso, explique ao funcionário os riscos de despachar sua bagagem e bagagem de mão.
As empresas podem vender passagens com embarque prioritário?
Sim! A Anac permite esse modelo de venda, mas sem desobedecer aos grupos prioritários, que incluem idosos, pessoas com deficiência, gestantes e responsáveis por crianças menores de 2 anos. Em geral, o embarque prioritário “protege” o passageiro do check-in obrigatório, pois ainda há mais espaço na cabine para bagagem.
Qual é o limite de tamanho da bagagem de mão?
A bagagem de mão pode pesar até 10kg e as dimensões não devem ultrapassar 55cm x 40cm x 25cm. O item pessoal pode pesar 2kg e ter dimensões de 45cm x 30cm x 15cm.
As regras de verificação de bagagem são válidas para voos internacionais?
Depende. Nos casos de saída do Brasil com destino a outro país, as regras obedecem à legislação brasileira. Se o voo partir de outro país, obedecerá às regras do local de partida.
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